segunda-feira, 18 de abril de 2011

Haverá sempre um nós.


Tudo tinha voltado ao mesmo, começaram as discussões já nada estava bem de novo. Fiquei revoltada e só me ocorria que o melhor era desistir e acabar com aquela farsa. Desta vez prometi que não ia chorar, que não ia fugir nem me esconder, ia simplesmente manter-me firme e dizer “acabou”.
De um momento para o outro ali estávamos, frente a frente. Olhei-o nos olhos mas, o olhar dele tão penetrante não me deixava dizer nem uma palavra, não me deixava dar nem um passo, eu no fundo sabia que não ia ser capaz de acabar algo tão forte daquele jeito.
Passados uns minutos senti-me esgotada e desviei o olhar, não aguentava mais olhar para aqueles olhos que pareciam dizer “eu amo-te pequenina”, naquele momento só pensei em virar costas e ir-me embora, mas tão depressa me virei como senti a sua mão segurar-me firmemente o braço.
Fiz um enorme esforço mas não consegui cumprir a promessa que tinha feito inicialmente e senti uma lágrima a escorrer pelo rosto, preocupado perguntou-me porque estava a chorar e então explodi, disse tudo o que sentia, disse que já não fazia sentido continuar uma relação baseada em discussões estúpidas que me destruíam dia após dia, olhei-o novamente nos olhos e disse “desculpa mas acabou”. Largou-me lentamente o braço e virou-me costas, pensei de imediato que se ia embora e chorei com mais intensidade. Mas não, ficou ali de costas voltadas para mim durante largos minutos, ensurdecida pelo seu silêncio aproximei-me e com o meu movimento voltou-se para mim e pela primeira vez, vi-o chorar… não dei nem mais um passo, fiquei sem reacção. Então em silêncio aproximou-se, agarrou-me a mão e puxou-me suavemente, não sabia para onde íamos, mas deixei-me levar.
Chegamos perto de um rio, sentou-se e puxou-me para o seu colo, conseguia ver o que sentia no seu olhar, estava magoado. Por um lado eu sabia que tinha ido longe demais, mas não pedi desculpa, no fundo estava apenas a tentar encontrar respostas que sabia que nunca iria encontrar, além disso sabia que estava demasiado envolvida nos seus jogos não sabia se estava a ser sincero ou como bom jogador que era me estava a enganar novamente.
No entanto, olhando fixamente nos seus olhos resolvi arriscar, não tinha nada a perder, beijei-o intensamente e senti que entramos numa viagem pelo imenso céu azul, éramos apenas nós, ambos sabíamos que lá ninguém nos ia separar e nenhuma tempestade nos iria destruir.
Amo-te.

quinta-feira, 7 de abril de 2011

Labirinto

Tento ser feliz, mas às vezes não consigo, acabando por desistir. Tudo que era concreto torna-se incerto, tudo que fazia sentido, deixa de o fazer, mas mesmo assim há sempre a luz ao fundo do túnel.
Mesmo estando no meio da multidão sinto-me sozinha e é deste modo que tenho de caminhar, é desta forma que consigo concentrar todas as minhas forças no meu objectivo, chegar ao fundo do túnel e ser feliz.
Mas… será este o caminho a seguir? Será que serei feliz no final? Muito provavelmente não, como é que alguém pode ser feliz sozinho? Se alguém o consegue ser, parabéns. Eu não sou capaz.
É através dos erros que aprendemos, toda a gente os comete e não devemos pagar pelo mesmo erro até ao fim das nossas vidas. Por isso às vezes prefiro errar, prefiro seguir o caminho errado, porque sei que com este caminho irei descobrir e aprender coisas novas, irei tornar-me numa pessoa melhor. No entanto, tento sempre voltar ao caminho certo, mas por vezes tenho dúvidas, haverá na realidade caminho certo? Se há, ninguém o percorreu na totalidade nem percorrerá, porque todos nós estamos num labirinto, onde temos que percorrer caminhos certos e errados infindas vezes sem nunca sabermos onde estes vão dar, pois neste labirinto tudo é incerto e todos que entram nele jamais sairão sem cometer erros.
Eu acredito que no final tudo valerá a pena, todos os sorrisos, todas as lágrimas, todos os desgostos, todas as alegrias e todos os amores e desamores, porque apesar das coisas más, eu não caminho sozinha, pois sei que tenho AMIGOS do meu lado que fazem com que até as coisas más valham a pena.
Eu tinha uma ideia do que era a amizade, mas foi convosco que descobri o verdadeiro valor desta, OBRIGADA.

Raquel, Cláudia, Dani, Isabel, Cátia, Maria, Márcia, Tatiana, Joana, Débora, Sofia, Ângela
Rodrigo, David, Pedro, Luís, Zé, João, André, Tiago