terça-feira, 28 de junho de 2011

Saudade

Já passou muito tempo, já não sei se tudo tem o mesmo significado que teve no passado, tudo parece diferente mas ao mesmo tempo tão igual, eu não sei, não sei o que pensar.
Sem ti aqui só dá para ter certeza de uma coisa, apesar de custar eu admito, tu fazes-me falta.
Fazes-me mais falta do que alguma vez pude imaginar. Sempre soube que não eras apenas o rapaz das saídas, das aventuras, das horas vagas (…) sempre soube mas nunca te quis dizer, nunca quis admitir, apesar de saber que no fundo o sabias.
Agora as horas passam e dou por mim a recordar momentos que na altura não foram devidamente valorizados, agora sinto que é por eles que vivo, é por eles que continuo a acreditar o tempo todo no teu regresso. Gostava de ter dito para ficares comigo, para me dares a mão e caminharmos juntos de cabeça erguida e com um sorriso nos lábios, como sempre fizemos, mas não o fiz, não por não ter vontade … mas por continuar a mesma orgulhosa de sempre.
Mas agora eu admito, tenho medo que não voltes e que tudo tenha acabado daquela maneira, tenho medo de não puder voltar a olhar-te nos olhos, não puder voltar a sentir-te e principalmente, de não puder voltar a ouvir um amo-te teu. Apesar de todos os conflitos, apesar de todas os mal-entendidos sei que vou sentir saudades das nossas tardes, das poucas horas que passávamos juntos, mas que eram o suficiente para puder dizer que contigo sou ou era a rapariga mais feliz do mundo.
Não desistas de nós agora, não antes de te mostrar que estás errado. A distância nunca foi nem nunca será a melhor defesa. Faz com que não volte acreditar que o amor é uma farsa e que ficarei bem sozinha, volta nem que seja por uma noite mas deixa uma prova como tudo não passou de um sonho, só assim ficarei bem de novo.

segunda-feira, 6 de junho de 2011

O fim

Vivia num mundo onde tudo era fantástico, onde tudo era exactamente como eu queria e desejava, não haviam limites, não existiam traições… vivia num mundo que só poderia ter uma designação possível, o mundo perfeito.
Acordei e percebi que tudo não passou de um sonho, tudo perdeu a cor, já nada tinha o mesmo sabor e eu.. eu continuava sozinha, sem a pessoa que me fazia levantar com um sorriso nos lábios , sem o rapaz que mais amei em toda a minha vida.
Bati a porta com força, fechei-me no quarto e chorei. Fartei de viver rodeada de gente que me engana constantemente, de sorrir quando na verdade me apetece chorar, de confiar quando na verdade sei que não o posso fazer. Percebi que não agi no momento certo, não pedi desculpa com medo de não ser perdoada e não mostrei o que sentia por não ter coragem.
Então saí à rua e escondi-me sem intenção de ser encontrada, fugi sem intenção de voltar, tentei sobreviver mesmo sem vontade de viver, lutei contra o mundo mesmo sabendo que ia perder, amei sem ser amada, perdoei sem ser perdoada, dei sem receber nada em troca e por fim desisti mesmo acreditando na vitória.
No entanto apesar de todos os erros, aprendi que mesmo o melhor jogador perde, posso não ser a melhor, mas perdi. Perdi não por não ter força, não por não ter vontade de vencer, perdi porque me deixei apaixonar por um ser hipócrita que vive apenas para satisfazer as suas próprias necessidades. Cheguei a pensar que tudo era uma ilusão, que estava a ser egoísta e a exigir demasiado dele, mas não. Agora sei que a minha vida não passa de um puzzle onde faltam peças, um puzzle destruído por decisões mal tomadas e acções feitas inconscientemente, tudo porque fiz os possíveis e os impossíveis para agradar àquele a quem chamava homem da minha vida.
No entanto não valia a pena remar contra a maré, não valia a pena lutar por algo que já tinha perdido, no fundo ambos sempre soubemos desde o inicio que estávamos no mesmo barco e o naufrágio era inevitável.